Teia empresarial da Pixbet conta com estruturas sediadas em cinco países

Investigações da Polícia Federal (PF), deflagradas na quinta-feira (13/8), revelaram um esquema sofisticado de remessa ilegal de valores para o exterior envolvendo a casa de apostas Pixbet. Segundo as apurações, o dinheiro era enviado para fora do país e retornava ao território nacional através de contas de “laranjas”, com o objetivo de ocultar a origem dos lucros e evitar a fiscalização das autoridades financeiras brasileiras.

Batizada como Operação Fim da Linha, a ação cumpriu diversos mandados judiciais em múltiplos estados, buscando desarticular a organização criminosa. Entre os locais alvo das diligências, destacou-se a Paraíba (PB), estado onde a empresa possui forte presença. Os agentes focaram em rastrear o fluxo financeiro atípico que movimentou milhões de reais nos últimos anos, utilizando plataformas de pagamentos para dissimular transações suspeitas.

Especialistas da PF apontam que essa “lavanderia” digital é um desafio crescente para os órgãos de controle. A operação reforça o cerco contra empresas do setor de apostas que operam sem a devida conformidade com as normas do Banco Central e do Ministério da Fazenda, situados em Brasília (DF). O processo segue em segredo de justiça para identificar outros envolvidos na rede de lavagem de capitais.

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