Perspectivas pessimistas marcam o cenário atual da indústria de tecnologia. Sanjay Mehrotra, CEO da Micron, gigante dos semicondutores sediada em Boise, Idaho (EUA), projeta que a escassez global de memórias RAM deve persistir ao menos até o final de 2027. A avaliação foi detalhada em recente relatório financeiro da companhia.
Dificuldades na cadeia de suprimentos e o aumento expressivo na demanda por inteligência artificial são os principais impulsionadores desse desequilíbrio. O mercado tem enfrentado desafios para equalizar a capacidade produtiva com a necessidade crescente dos data centers, impactando diretamente os preços e a disponibilidade dos componentes essenciais para computadores e servidores.
Investimentos em novas fábricas continuam sendo realizados pela empresa, inclusive com planos de expansão nos Estados Unidos, mas os prazos de maturação dessas unidades impedem uma normalização imediata. Investidores seguem atentos, pois a estabilização do setor de chips permanece como um dos pontos críticos para a recuperação plena da economia digital global.


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